Integração de novos colaboradores.

O “por que” e o “como” da integração de novos colaboradores ao ambiente de trabalho.


Quando um novo colaborador inicia na empresa é normal que ele fique um pouco retraído, e não muito a vontade, pois não conhece as pessoas, os ambientes, a cultura da empresa, enfim, não sabe bem “onde está pisando”. Por isso é importante reservar alguns minutos para fazer a integração deste novo colaborador à organização, pois funcionários conscientes produzem com mais qualidade, agilidade e motivação. Além de familiarizar o novo colaborador o mais depressa possível, a integração também é uma forma de garantir que as normas da empresa, bem como sua filosofia e padrões de qualidade sejam respeitados e seguidos.

Apesar de a integração ainda ser vista por muitos como uma tarefa corriqueira e sem importância, pode-se afirmar que esta é uma prática estratégica dentro das organizações. Dentre as vantagens de uma integração bem realizada podemos citar: o novo colaborador é induzido a ser mais produtivo em um espaço de tempo menor; evita erros na execução de tarefas; mantém a agilidade diante do cliente; favorece a imagem da empresa tanto para o novo colaborador quanto externamente e faz com que o colaborador se alinhe rapidamente aos objetivos e a filosofia da empresa.

Abaixo segue algumas dicas de como fazer a integração:

  • Inicie a integração no primeiro dia de trabalho (ou antes do seu ingresso), para que o novo colaborador não se “contamine” com informações de colaboradores antigos, que podem não corresponder à verdade ou com “vícios” que a empresa necessita mudar.
  • A adaptação deve seguir durante os meses de experiência do novo empregado, em que devem ser oferecidos a esse informações sobre sua performance profissional e os pontos que ele ainda precisa melhorar para desempenhar sua função com eficácia.
  • Para que o colaborador conheça bem a empresa em que atuará, como os seus produtos, seu espaço físico, suas regras, seus valores, etc; pode-se utilizar acesso ao site da organização, apresentação de vídeos, visita guiada, cartilhas e documentos institucionais, como o código de ética, regimento interno ou manual de integração.
  • Realizar uma boa integração com a equipe é essencial, pois conhecer as pessoas dá mais segurança a quem chega a um ambiente desconhecido. Apresente o novo colaborador ao gestor da equipe e reserve alguns minutos para que eles conversem. Uma apresentação do colaborador aos demais colegas do setor também é bem-vinda.
  • Forneça ao recém-chegado uma lista dos ramais de cada departamento e o nome dos profissionais que ele manterá contato para realizar suas atividades. Isso certamente influenciará positivamente o desempenho do funcionário em processo de adaptação.
  • Pode ser elaborado um manual de integração, onde constará todas as informações necessárias para que o novo colaborador conheça a empresa, como a missão, a visão, os valores, a história, os produtos, os clientes, benefícios, regras de conduta e direitos, deveres e noções de segurança no trabalho.

Dayse Rodrigues – Consultora em Recursos Humanos
Psicóloga – CRP-12/02390
dayse@ideacon.com.br

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Faz bem sonhar acordado?

Faz bem sonhar acordado?


Que sonhar é bom, disso ninguém discorda. Aliás, quem nunca se pegou, distraído, imaginando o futuro? Pensando em como seria bom se as coisas acontecessem exatamente da forma como pensamos? Mas, melhor do que sonhar é quando a gente vê um sonho realizado! Não tem nada melhor do que ver um filho nascendo, depois de anos de tratamento para engravidar, ou então, finalmente inaugurar o tão planejado negócio próprio, por exemplo.

Todos nós temos a capacidade de sonhar, e praticamente paramos de viver se a perdemos. Imagine viver sem ter desejos, aspirações, sem ter um motivo para lutar. Esse é um dos sintomas da depressão, uma doença que está sendo cada vez mais comum em nossos dias. E esse também é um caminho para se curar desta doença, pois quando voltamos a sonhar, e principalmente, a acreditar em nossos sonhos, recuperamos a vontade de viver.

Mas, como tudo na vida, os sonhos também devem ser dosados. Aliás, dosados não, realizados. Pensando bem, podemos sonhar a vontade, a medida em que formos realizando. O que não é uma boa idéia é sonhar apenas por sonhar. Algumas vezes ouvimos como uma crítica: “Fulano é um sonhador!”, mas qual seria a graça da vida se não pudéssemos sonhar? O importante é fazer como Gilberto Gil nos diz em uma de suas músicas: “Eleve-se ao céu com seus pés no chão”. Ou seja, sonhar sem sair da realidade. Sonhar bem acordado, planejando a sua realização.

Se formos lembrar dos nossos sonhos de criança ou adolescência, perceberemos quantos deles foram realizados, ou não. E, ainda relembrando, o que fizemos para realizá-los? Nascemos (ou aprendemos, e isso é uma outra discussão) com a capacidade de sonhar, mas uma coisa que muitos de nós temos que adquirir é a capacidade de colocar os sonhos em prática. Os sonhos não se realizam por si mesmos. Para que um sonho seja realizado ele deve ser planejado e trazido para a realidade, e isso requer persistência e foco. Esse fato pode ser facilmente comprovado através de biografias de grandes personalidades.

Noutro dia estava assistindo uma entrevista com um famoso ator, quando lhe perguntaram quais eram seus próximos planos. Ele respondeu: “não sei, eu não planejo muito, deixo a vida me levar…” Bem, acho que ele estava mentindo (por que ele era um ator de sucesso), ou então tinha muita sorte. Quando deixamos a vida nos levar, podemos ir para qualquer lugar! E esse lugar pode ser bom ou ruim. Devemos ter nas mãos as rédeas de nossas vidas, podendo escrever nosso próprio futuro.

Muitas vezes acabamos nos esquecendo dos nossos sonhos ou deixamos de acreditar neles. Nos deixamos levar pelo dia-a-dia, e vamos vivendo assim, sem um objetivo definido ou sempre pensando em nosso sonhos como algo que nunca iremos realizar. E se não fizermos nada em relação a eles, eles realmente nunca serão realizados. Há algum tempo atrás alguém me perguntou: “Quando tu tiveres 50 anos, tu queres estar trabalhando no que trabalhas hoje?” E isso me fez pensar que precisava fazer algo para mudar a minha situação. Faça esta pergunta a si mesmo, em relação as diversas áreas da sua vida, não somente a profissional. Esse exercício é importante, porque na maioria das vezes sabemos que algo não está como gostaríamos que estivesse, mas não percebemos que se não fizermos nada para mudar, continuaremos exatamente como estamos. E quanto mais tempo demorarmos para percebermos isso, menos tempo teremos para desfrutar de nossos sonhos realizados.

Dayse Rodrigues.

Quem precisa fazer psicoterapia?

Quem precisa fazer psicoterapia?


É comum as pessoas se perguntarem se precisam fazer psicoterapia, e mais comum ainda é encontrarmos pessoas que não tem idéia de como ela acontece e para que ela serve ou pessoas que têm idéias totalmente distorcidas em relação a este assunto. Isso é perfeitamente compreensível, pois a psicologia é uma ciência bastante jovem e que precisa ser ainda muito discutida. A primeira coisa que precisamos esclarecer em relação a este assunto é: PSICOTERAPIA NÃO É COISA DE MALUCO!

Sim, muitas pessoas que são consideradas “malucas” precisam fazer psicoterapia, além do acompanhamento do psiquiatra, mas esse não é o maior “público” do psicoterapeuta. Talvez eu possa estar exagerando, mas considero que todo mundo deveria fazer psicoterapia, em algum momento de sua vida. Digo isso porque a psicoterapia serve não somente para quem sofre ou para quem é infeliz, mas também para quem quer se conhecer melhor e se colocar perante a vida de uma forma mais segura, mais madura e também para quem quer melhorar seu desempenho em qualquer área.

Durante o processo de psicoterapia começamos a realmente nos conhecer, perceber quais as nossas limitações, o que nos impede de sermos melhores, mais felizes, como também nossas capacidades. A maioria das pessoas não tem esse conhecimento e vai vivendo da maneira como pode, algumas infelizes, outras não, mas sem saber quem elas realmente são e de que forma elas poderiam melhorar no seu relacionamento familiar, social ou profissional. A psicoterapia nos ajuda a conhecer a forma como estamos nos relacionando com o mundo e conosco, sem julgamento.

Para as pessoas que sofrem de alguma forma, ou que não se consideram felizes, a psicoterapia pode esclarecer conflitos que no dia a dia elas não percebem, ou se negam a aceitar. Para sermos realmente felizes é imprescindível encarar nossos “fantasmas” de frente, não adianta em nada tentarmos fugir dos problemas. Agindo desta forma, a tendência é que eles cada vez aumentem mais, até que se tornem insuportáveis.

Muitas pessoas também têm uma idéia de que por estarem procurando um psicólogo estarão se mostrando fracas, impotentes ou incapazes. Mas na verdade quem procura fazer psicoterapia mostra grande coragem, através da sua disposição para enfrentar os problemas e pra começar a mudar sua vida, procurando se sentir bem e ser feliz. O primeiro passo rumo a terapia é muitas vezes adiado, pois é muito difícil sairmos de nossa “zona de conforto” mesmo que tenhamos a consciência de que não estamos felizes. É preciso muita coragem para mudar o que é preciso e para aceitar o que não podemos mudar.

A psicoterapia, na prática pode variar muito de acordo com o referencial teórico adotado pelo profissional, e aquela imagem que muitos possuem, de que o paciente fica em um divã falando e o psicólogo numa poltrona, só ouvindo, hoje em dia é pouco utilizada. É muito mais frequente a conversa e a interação entre paciente (que alguns psicólogos preferem chamar de cliente) e psicoterapeuta. É importante também ressaltar que o psicólogo não tem resposta para tudo, ele apenas nos auxilia a achar as nossas próprias respostas, que estão dentro de nós, e que nos ficam cada vez mais inacessíveis, a medida em que nos distanciamos de nós mesmos.

Para que a psicoterapia realmente dê certo e provoque mudanças é necessário, em primeiro lugar, admitir que algo em nossa vida não vai bem, ou que é preciso melhorar em algum aspecto. E em segundo lugar é essencial que haja empatia e confiança no psicólogo, sendo que às vezes é preciso procurar mais de um profissional até encontrar aquele que está em maior “sintonia” com você, ou que trabalha com uma técnica que é mais adequada às suas necessidades.

Se você se pergunta se precisa fazer psicoterapia é porque provavelmente alguma coisa em sua vida não está bem e este já é um bom motivo para conversar com um psicoterapeuta, nem que seja para esclarecer esta dúvida. Muitas vezes vale a pena fazer uma sessão (muitos profissionais não cobram a primeira sessão) somente para avaliar se existe mesmo esta necessidade ou não. Em alguns casos, uma única conversa já é o suficiente.

Dayse Rodrigues – Psicóloga
CRP- 12/02390
dayse@ideacon.com.br

Alimente Bons Pensamentos

Alimente Bons Pensamentos


Quando resolvi escrever sobre a importância do pensamento positivo fiz uma busca em outros blogs, para saber o que se têm escrito sobre isso no momento, e a minha surpresa foi que não encontrei nenhum artigo escrito em blogs sobre esse assunto. Mas encontrei alguns sobre a importância de se evitar o pensamento negativo. Logo cheguei a conclusão de que até mesmo quando queremos incentivar atitudes e pensamentos positivos, acabamos focando nos negativos! Pensei em escrever este artigo sem citá-los, mas reconsiderei, afinal devemos avaliar os dois lados da moeda. Na verdade não devemos negar os pensamentos negativos, pois todos nós acabamos os produzindo, é importante ficarmos atentos justamente para não deixarmos que eles predominem.

As informações que chegam até nós, através dos vários veículos da mídia, derivadas dos estudos relacionados ao assunto são que os otimistas vivem mais, têm menos problemas de saúde, produzem mais no trabalho, alcançam melhores desempenhos nos estudos e são mais felizes. Mas, diante destas informações, podemos pensar: “Eles são felizes porque são otimistas, ou são otimistas porque são felizes?” Não é fácil responder a esta pergunta, da mesma forma que é difícil chegar a uma conclusão sobre se quem veio primeiro foi o ovo ou a galinha. Mas o fato é que uma pessoa infeliz com certeza está inundada de pensamentos negativos, e um bom caminho para sair da tristeza pode ser mudar a sua forma de pensar. O primeiro passo nessa jornada é se dar conta de que produz esses pensamentos, só assim é possível revertê-los.

Muitas vezes, apenas um pequeno pensamento negativo acaba por desencadear uma série de dúvidas e frustrações que podem levar uma pessoa à tristeza. E ele é como um vírus, que se desencadeia e cresce rapidamente. Pessoas negativas dizem “eu não sei” antes de se questionar, “eu não quero” antes de consultar seu desejos e “eu não posso” sem conhecer suas potencialidades. Estas pessoas passam muito mais tempo lamentando os seus problemas do que tentando encontrar soluções.

Através de atitudes positivas nos tornamos mais capazes, pois não nos colocamos limites imaginários. Quando somos otimistas, sabemos que a distância entre nossos sonhos e nossas conquistas são definidos em grande parte por nossas próprias atitudes. Somos mais felizes, porque tendemos a ver as dificuldades como algo passageiro, e acreditamos que temos a capacidade de resolvê-las, ou a força necessária para suportá-las.

Mudar a nossa atitude perante a vida não é nada fácil, mas é possível. Basta ter perseverança, pois é necessário fazer uma auto- análise constante. Precisamos estar atentos ao que pensamos para que quando um pensamento negativo surja possamos avaliar se ele realmente condiz com a realidade, antes de tomá-lo como uma verdade. Tudo na vida tem o seu lado bom, e o seu lado ruim, e para todo problema existe uma solução. A medida que começamos a modificar a nossa maneira de pensar, mudamos também nosso comportamento, e consequentemente a nossa vida.

Dayse Rodrigues – Consultora em Recursos Humanos
Psicóloga – CRP-12/02390
dayse@ideacon.com.br

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Cinco dicas para se fazer um bom processo seletivo

Cinco dicas para se fazer um bom processo seletivo


1. Fazer uma análise da cultura da organização contratante para garantir que o futuro colaborador possua características que possam ser alinhadas a essa.
2. Realizar uma boa descrição e análise do cargo a ser preenchido para que se possa detectar com clareza quais as competências, habilidades e atitudes o futuro colaborador deverá possuir.
3. Definir claramente como as características exigidas pelo cargo serão avaliadas nos candidatos e quais técnicas serão utilizadas para isso, antes de começar a seleção propriamente dita.
4. Oferecer aos candidatos ao cargo informações que caracterizem claramente as atividades que serão realizadas após a contratação e em que condições, isso fará com que eles criem expectativas reais sobre o trabalho a ser realizado, o que contribui para que o futuro colaborador permaneça mais tempo na empresa.
5. Oferecer aos cadidatos que não foram aprovados informações que o façam entender porque não foram selecionados para o cargo, criando a possibilidade para que participem de seleções futuras.

Dayse Rodrigues – Consultora em Recursos Humanos
Psicóloga – CRP-12/02390
dayse@ideacon.com.br

Emprego

Empresa situada em Palhoça oferece vaga para vendedor varejista.

Exigimos:

  • segundo grau completo –  preferencialmente cursando terceiro grau
  • curso básico em informática
  • habilitação para moto
  • experiência em vendas

Oferecemos:

  • alimentação
  • seguro de vida
  • salário base R$ 700,00
  • comissões (possibilidades de ganho de até R$ 3.000,00)

Interessados enviar currículo para daysern@gmail.com até o dia 9/11/2009

Trabalho voluntário no currículo

Trabalho voluntário no currículo

Em 2001 a ONU instituiu o Ano Internacional do Voluntariado, o que fez com que o trabalho voluntário despertasse a atenção de profissionais, empresas e consumidores à responsabilidade social.Pesquisas como as feitas pelo Instituto Ethos e pelo Jornal Valor Econômico revelam que uma parte dos consumidores – 22% – já optaram ou deixaram de optar por empresas (ou produtos) em razão da sua responsabilidade social.

Na União Européia, em 2009, um novo modelo de currículo foi lançado, no qual o trabalho voluntário o integra, para que assim as características pessoais do candidato sejam avaliadas – capacidade de entrega a uma causa, domínio de línguas estrangeiras, dinâmica e mobilidade, por exemplo.

No Brasil, a importância dado ao trabalho voluntário realizado pelo candidato a uma vaga varia de acordo com a cultura da empresa, ou seja, esse item é avaliado positivamente por empresa que consideram esses valores.

 


Apesar dos bons olhos sobre o voluntariado, a prática desse tipo de trabalho ainda não é considerada um fator de desempate entre candidatos, podendo até chamar a atenção do empregador, mas não sendo um item decisivo.Ainda que não seja um critério de seleção, a prática voluntária traz benefícios ao candidato e pode contar como experiência profissional. Algumas empresas já incentivam internamente esse tipo de atividade entre os funcionários e são essas que têm possibilidade de dar maior peso para a prática no processo seletivo.

Com essa nova perspectiva, além do cumprimento com a responsabilidade, o voluntário pode ser “melhor visto” em entrevistas de seleção e ser beneficiado como aluno enriquecendo seu currículo, já que algumas Faculdades as atividades voluntárias desenvolvidas por pelo menos seis meses geram um certificado e podem contar como horas de estágio, obrigatório para alguns cursos de graduação, como é o que acontece na Faculdade Privada de Salvador, na Bahia, onde os alunos dão aulas gratuitas a jovens carentes da uma comunidade na capital baiana.

 

Escrito pela Voluntária Online Daniele Balestrin

 

Para saber mais sobre esse assunto:

www.responsabilidadesocial.com.br
www.iol.pt
http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo
www.aracatinet.com
www.aprendiz.uol.com.br

 


Descrição e Análise de Cargos

Como Fazer Descrição e Análise de Cargos


A descrição e a análise de cargos são passos fundamentais na implantação de um departamento de recursos humanos e deve ser também a primeira etapa a ser realizada na maioria dos serviços oferecidos pelas consultorias especializadas nessa área. Essa é a fase onde se faz uma relação do que o ocupante faz e o motivo pelo qual faz, construindo um retrato simplificado do conteúdo e das principais responsabilidades do cargo.
A descrição de cargos deve ser planejada para abordar os seguintes aspectos:
Título do Cargo: deve transmitir claramente a natureza do cargo a ser realizado, porém de forma sucinta.
Objetivo: aqui deve-se especificar por que o cargo existe, em uma ou duas linhas.
Tarefas essenciais: não é necessário fazer um relatório que descreva em detalhes tudo o que o ocupante do cargo deve fazer, mas que detalhe suficientemente como ele irá passar o seu tempo e quais as habilidades e conhecimentos específicos eles precisarão ter. É importante definir a frequência com que tarefas específicas ocorrem, a proporção de tempo que elas aparecem e os padrões que servirão como base para futuras avaliações de desempenho.
Condições: devem ser descritas as condições e as horas de trabalho, bem como remuneração e circunstâncias particulares, como viagens, trabalhos à noite, externos, barulhento, perigoso, etc.
Os dados referentes ao cargo podem ser obtidos de três formas diferentes: entrevista, questionário e observação. A entrevista pode ser realizada individualmente ou em grupo, tanto com os ocupantes do cargo, como com o supervisor. No caso dos questionários eles são entregues aos ocupantes do cargo e ao supervisor para que esses respondam e devolvam. Esse método tem como vantagem proporcionar um meio eficiente e rápido de coletar informação de um grande número de funcionários, tendo um custo operacional menor do que a entrevista. No método da observação utiliza-se um questionário ou um roteiro para ser preenchido pelo observador, para assegurar a cobertura de todas as informações necessárias.
Depois de feita a descrição de cargo o passo seguinte é a análise de cargo, que consiste em detalhar os conhecimento, habilidades e capacidades que o ocupante deve possuir para realizar as suas atividades de forma competente. Isso significa descrever quais os requisitos físicos e mentais que o ocupante deve ter, as responsabilidades que o cargo lhe impõe e as condições em que o trabalho deve ser feito.
A descrição e análise de cargos funcionam como um mapeamento do trabalho realizado dentro da instituição e podem ser utilizadas para:
dar subsídios ao recrutamento, definindo o mercado de recursos humanos onde se deverá recrutar dados para a elaboração de anúncios ;
dar subsídios à seleção de pessoas, definido as características do ocupante do cargo, ou seja, requisitos exigidos;
confecção de material para o treinamento facilitando a elaboração do conteúdo dos programas de treinamento, conhecimentos e habilidades exigidas ao ocupante e atitudes perante o cliente;
servir como base para a avaliação e classificação de cargos definindo os fatores de especificações para serem utilizados para a avaliação de cargos e definição de faixas salariais;
avaliação do desempenho oferecendo a definição de critérios e padrões de desempenho para avaliar os ocupantes, metas e resultados a serem atingidos;
base para programas de higiene e segurança como fonte de informações sobre condições de insalubridade e periculosidade comuns a determinados cargos;
a elaboração de um guia para o superior ao cargo servindo informações sobre o conteúdo dos cargos e desempenho dos ocupantes.
Esse processo é fundamental para que se faça um planejamento de recursos humanos realmente alicerçado na realidade da organização. Desta forma, deve ser realizada uma descrição simples e compreensível, que aborde todos os aspectos do cargo, inclusive as tarefas mais difíceis e frustantes. Esse fator é importante principalmente quando se tratar de seleção de pessoal, pois além das vantagens já mencionadas, permite que o candidato formule uma imagem realista do futuro cargo, o que aumenta a probabilidade de que ele continue na empresa e responda as expectativas dessa, de maneira mais adequada.

Fontes:
Hackett, Penny, Como fazer entrevistas de seleção, São Paulo: Nobel, 2000.
Rodrigo Martins, Descrição de cargo, disponível em:
http://www.administradores.com.br/artigos/descricao_de_cargo/23421/

Dayse Rodrigues – Consultora em Recursos Humanos
Psicóloga – CRP-12/02390
dayse@ideacon.com.br

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Recursos Humanos & Pequenas Empresas

Recursos Humanos & Pequenas Empresas

Principalmente após o advento da globalização o setor de recursos humanos vem sendo cada vez mais valorizado dentro das empresas. Atualmente com a mais alta tecnologia à disposição e com a velocidade com que as informações são viabilizadas, a importância do capital humano dentro das empresas tornou-se óbvia. Mesmo assim muitos ainda pensam que investir em recursos humanos é algo que apenas as grandes empresas necessitam. Mas, apesar das pequenas empresas possuírem um número de funcionários menor, as pessoas ainda são fundamentais e podem contribuir muito para o crescimento ou para o fracasso da mesma.

É verdade que muitas empresas que estão iniciando não possuem capital suficiente para um investimento em um setor interno de recursos humanos, mas o pequeno empresário deve ter instrumentos que o auxilie no melhor uso do capital humano envolvido em seu empreendimento. Tanto que dentre as características básicas do empreendedor bem sucedido citadas por Zimmerer & Scarborough (1994, p.5-8) está o comprometimento com as pessoas, no sentido de reconhecer a importância dos relacionamentos dentro da empresa. As outras características são ser pró-ativo, voltado para resultados e ter tolerância com ambiguidade e flexibilidade.

Os estudos relacionados ao surgimento e crescimento das pequenas empresas mostram que a partir da década de oitenta a noventa a relação entre elas e os recursos humanos mudam de foco. Inicialmente os pequenos empresários estavam voltados apenas à idéia geradora do negócio, e principalmente com as necessidades financeiras para criar e dar continuidade ao empreendimento, sem haver uma preocupação com as pessoas que viriam a formar a equipe de trabalho. No início da década de oitenta, entretanto, começa-se a ver a necessidade de se montar um plano de negócio com previsão de vendas, necessidades financeiras e aspectos legais, sendo que aos poucos se passa a perceber que outros aspectos também são importantes no desenvolvimento deste.

Brown (1985) enfoca o aspecto mercadológico como o mais importante para a sobrevivência da empresa, envolvendo a definição do segmento de mercado a ser atendido, a estratégia de marketing a ser implantada, a gerência de produtos, a política de preço e lucros, a estratégia de comunicação, as atividades de venda, a administração dos canais de distribuição, entre outros. Neste momento começa a surgir a preocupação com as pessoas que formam a empresa, pois não seria possível cumprir com esse aspecto mercadológico eficientemente, se a equipe de trabalho não tivesse as habilidades necessárias e/ou se não fosse preparada para isso.

Então a escolha das pessoas com perfil adequado ao negócio e ao mercado em que atuam passa a ser considerada essencial para a manutenção das pequenas empresas e começa a ser esboçada alguma atenção com a gestão de pessoas para estas. As primeiras preocupações neste sentido são relacionadas à contratação das pessoas, à criação de uma estrutura salarial e programa de incentivos apropriados e atrativos, bem como com o ambiente de trabalho. Posteriormente começam a surgir sugestões para a função de pessoal relacionadas à manutenção, envolvendo salários, férias, seguros, plano de benefícios, distribuição de lucros, bônus e comissões. Neste momento ainda não se percebe a preocupação com treinamento e desenvolvimento de pessoal, nem com avaliação de desempenho e do potencial humano.

Na década de noventa Kuriloff et al. (1993) apresenta um diagrama mostrando o processo de formação e gestão para pequenas empresas, colocando as pessoas como um fator importante para o sucesso da mesma:

Você + Idéia + Dinheiro e Crédito + Pessoas = Produto ou Serviço + Marketing = Dinheiro e Crédito = Lucro *

Zimmerer & Scarborough (1994, p.472), vão além ao descreverem o bom empreendedor como um “planejador de recursos humanos”, de forma que no momento que a empresa começar a crescer ele deve estar preparado pelo menos para a contratação de novos funcionários. Se o pequeno empresário falhar neste aspecto, não contratando pessoas qualificadas e adequadas à sua empresa, ele pode ter prejuízo de várias maneiras. Uma delas é com a contratação de um novo funcionário para a substituição daquele que não se adaptou e a outra é com a perda de seus bons funcionários, que se sentirão sobrecarregados. Para manter em sua empresa bons colaboradores, o empreendedor deve ter também um planejamento de recursos humanos que envolva avaliação de cargos e salários, política salarial, avaliação de desempenho, treinamento e desenvolvimento de pessoal e sistema de informações de Recursos Humanos, entre outros. Além disso, funcionários bem motivados e qualificados fazem aumentar a produção e a qualidade dos serviços.

Percebe-se então que ao longo do tempo a importância da gestão de pessoas nas pequenas empresas vai se tornando cada vez mais evidente, e que o primeiro aspecto a ser focado numa pequena empresa é o processo de recrutamento e seleção de pessoas. Muitos empresários enfrentam sérios problemas quando têm dificuldades de escolher de maneira adequada os integrantes de sua equipe, sendo que este processo implica em definir quais as competências necessárias para participar da empresa e em identificá-las em seus futuros funcionários.

Obviamente não se aplica a implantação de uma estrutura complexa de gestão de recursos humanos em uma pequena empresa, sendo que sua estrutura não permite um custo fixo, entretanto, é importante que o empreendedor esteja informado e consciente da importância de saber gerir a sua equipe de trabalho e que comece desde o planejamento inicial da empresa a estabelecer uma estratégia de Recursos Humanos que irá norteá-lo à medida em que a empresa for crescendo e que comece a existir a necessidade de contratar novos funcionários, bem como de manter os bom funcionários que já foram conquistados.

Uma boa estratégia, neste momento, se o pequeno empresário não se sentir preparado para gerenciar eficientemente seu capital humano, ou se ele não tiver tempo disponível para isso, é contratar um serviço de consultoria. Desta forma os custos seriam bem menores do que manter um serviço interno de recursos humanos, sendo que se contrataria apenas o serviço que se estivesse precisando naquele momento. Esta alternativa torna-se interessante até mesmo porque a maioria das pequenas empresas não possuem uma demanda de serviços tão frequente nesta área que exigisse um setor de recursos humanos estruturado internamente.

*Adaptado de KURILOFF et al. Starting and Managing the Small Business. New Jersey – USA: McGraw Hill, 1993, p.588.

Dayse Rodrigues – Consultora em Recursos Humanos
Psicóloga – CRP/12 – 02390
daysern@gmail.com

Para saber mais:

Critérios e conceitos para classificação de empresas – SEBRAE

Fonte:

RECURSOS HUMANOS EM PEQUENAS EMPRESAS – Dra MIRIAN PALMEIRA – CEPPAD/UFPR – Centro de Pesquisa e Pós-graduação em Administração da
Universidade Federal do Paraná – disponível em:  http://www.angrad.org.br/area_cientifica/artigos/recursos_humanos_em_pequenas_empresas/687/

Bibliografias Citadas:
KURILOFF, Arthur H., HEMPHILL, Jr., John M., CLOUD, Douglas. Starting and Managing the Small Business. New Jersey – USA: McGraw Hill, 1993.
ZIMMERER, Thomas W. & SCARBOROUGH, Norman M. Essentials of Small Business Management. New York – USA: Macmillan College Publisihing Co., 1994.

A Evolução do Processo de Recrutamento e Seleção de Pessoas

A Evolução do Processo de Recrutamento e Seleção de Pessoas

Sempre que se tem a intenção de conhecer melhor alguma coisa ou alguém, recorre-se a sua história. Fazemos isso para conhecer empresas, pessoas, teorias, conceitos, etc. Na intenção de nos aprofundar um pouco mais sobre o processo de recrutamento e seleção de pessoas e refletir sobre as transformações que vieram a instituir a forma como ele é realizado em organizações contemporâneas, recorro, igualmente, a sua história.

O recrutamento e a seleção de pessoas é um processo antiquíssimo, sendo observado assim que se iniciou a organização dos povos, onde começou a existir uma preocupação em avaliar as pessoas com a intenção de escolher as mais aptas para executar atividades específicas. Tanto no mundo antigo, quanto na idade moderna esses processos estavam direcionados principalmente para as forças militares, sendo que o principal critério para a avaliação das pessoas residia em aspectos anatômicos, como os de compleição e força física. Esta tendência só começa a mudar com a Revolução Industrial, no século XVIII.

Os meios de produção do mundo ocidental, preponderantemente agrícola, a partir do século XVIII passam por uma transformação, sendo que é deflagrado, nesta época, um surto de industrialização. Esse movimento cria a necessidade de se realizarem estudos sobre as organizações, destacando-se o pensamento econômico de Adam Smith. Os estudos realizados neste período direcionavam-se principalmente para a sistematização de mecanismos capazes de promover maior eficiência e produtividade, devido a concorrência e competição que cresciam rapidamente.

A maior característica da Revolução Industrial no que tange ao mundo do trabalho é a fragmentação de tarefas, estudada por diversos pensadores marxistas, e que tem como consequência a alienação do trabalhador, que não via o resultado de seu trabalho, dominando apenas parte de um todo. Este modelo tinha como foco a otimização da execução do trabalho, destacando-se a individualização do posto de trabalho, o tempo-padrão e a separação das tarefas, com o objetivo de alcançar maior eficiência.

A consequência desta prática para o processo de recrutamento e seleção é que ele passa a ser determinado pelas demandas específicas das tarefas a serem realizadas na organização, baseando-se na qualificação e na especialização do segmento operacional. Emerge, neste período, uma nova classe de operários, que eram recrutados, na maioria das vezes, por meio de forças coercitivas, para ocupar cargos de baixos escalões. Em alguns momentos, observa-se, inclusive a imposição escravocrata.

Como consequência deste movimento surge a administração científica, representada principalmente por Frederick Winslow Taylor (1856-1915) e Jules Henri Fayol (1841-1925), que acreditavam na possibilidade de se alcançar maior produtividade no trabalho através de estudos sobre a eficiência organizacional, sobretudo no nível operacional. Porém Taylor critica a administração das organizações centrada apenas na operacionalização, refletindo sobre a importância dos recursos humanos.

No que tange ao processo de recrutamento e seleção, Taylor destaca o desequilíbrio entre a oferta e a procura de pessoal qualificado e a demanda de funcionários melhores e mais capazes, bem como a necessidade de se capacitação e treinamento do colaboradores efetivos. Neste momento surge a necessidade de maiores estudos acerca dos processos de recrutamento, seleção e treinamento.

Nessa mesma época Taylor inclui a seleção de pessoal entre os quatro princípios da administração científica: desenvolvimento de uma verdadeira ciência; seleção científica do trabalhador; sua instrução e treinamento específico; cooperação íntima e cordial entre a direção e os trabalhadores. A seleção, agora como parte integrante da administração entende que o candidato a ser admitido deve ser aquele que possui aptidões compatíveis com a tarefa a ser executada por ele, o que resultará em maior produtividade e aumento de lucros para a organização. Dessa forma os requisitos básicos do profissional requerido são definidos com maior clareza e o critério das habilidades requeridas soma-se definitivamente ao da força física.

Apesar de Taylor ter ressaltado a importância do processo seletivo, foi a partir de Fayol, com a publicação de Administração industrial e geral, em 1915, que os conceitos de recrutamento e seleção se definiram como campos próprios e significativos numa organização. Este autor voltou seus estudos para a questão organizacional de uma forma mais ampla, onde os conhecimentos relacionados a administração não deveria ser um privilégio apenas dos gestores, mas ser repartida entre todos os funcionários. Assim, Fayol elaborou um quadro onde avaliava a importância das capacidades que constituem o valor do pessoal da empresa, para vários cargos; o que constitui-se na primeira aparição da idéia de competências, tão utilizada nas práticas de recrutamento e seleção atuais.

Fayol também foi pioneiro ao preocupar-se especificamente com as relações humanas nas organizações, mas a questão comportamental ainda era tida em um plano amplo, apreendida somente sob a perspectiva do funcionamento global da organização. Esta tendência traz para o processo seletivo a preocupação em escolher candidatos que possuíssem a capacidade de se submeter às regras impostas pela empresa, sem criar conflitos.

Até este momento, apesar de haver uma admissão a respeito da importância das relações humanas nas empresas, o trabalho ainda era “desumanizado”, sendo que os trabalhadores deveriam se submeter aos métodos científicos. Somente a partir da década de 20 do seculo passado é que começam a surgir as primeiras preocupações com com os aspectos humanos nas organizações, com o início da escola de relações humanas.

Neste período destaca-se Elton Mayo, cujos estudos incluíram desde o exame das influências físicas e ambientais no trabalho, até as perspectivas psicológicas (1927 e 1932). Destes estudos Mayo conclui que a produtividade de uma organização é mais determinada pela integração social do que pela capacidade física dos operários e dos ambientes de trabalho, destacando três aspectos que deveriam ser enfatizados pelos gestores: a importância do espírito de grupo; a necessidade de se dar status às pessoas; o estilo de liderança baseado em consideração, descentralização e participação.

Neste mesmo período surgem as teorias sobre a motivação, que a colocavam como a força motriz de todas as ações de um organismo e como o que determina a intensidade, direção e persistência dos esforços de um indivíduo rumo aos seus objetivos. Dentre os autores que mais se destacaram relacionados a teoria da motivação estão Abraham Maslow, Frederick Herzberg e David McCleand.

A partir destas teorias a escola de relações humanas transforma-se em um marco de transformação no mundo do trabalho, indo de encontro a desumanização que se encontrava até então, neste setor. Passou-se a dar importância a satisfação e a motivação do trabalhador, como geradores da eficiência no trabalho. Surgem então novos conceitos na administração de pessoal, como planos de carreira e capacitação de pessoal. Uma maior autonomia também começa a ser permitida aos funcionários.

Os processos de recrutamento e seleção, que antes voltavam-se exclusivamente para requisitos técnicos dos cargos passaram a dar o mesmo valor aos traços de personalidade. Além dos aspectos operacionais foram integrados ao perfil do profissional requerido aspectos relacionados as relações humanas e aos comportamentos cooperativos.

Todas estas transformações que vimos até agora servem de base para o surgimento da psicologia organizacional, primeiramente denominada psicologia industrial. Ela surge da necessidade de um conhecimento maior a respeito dos fenômenos psicológicos presentes nas organizações e encaminha a área de recursos humanos para a forma como a vemos hoje. As principais áreas de atuação dos psicólogos organizacionais neste período eram o recrutamento, a seleção de pessoal, o treinamento e o diagnóstico organizacional. Destacando-se o uso de testes nos processos seletivos, bem como de dinâmicas de grupo e entrevistas.

A principal característica do mundo atual é, sem dúvida, a globalização. Esta nova maneira de se relacionar com o mundo vem afetando a vida de todos e trazendo muitas mudanças no mundo trabalho. A competição, hoje, adquiriu nível global, sobrepondo-se a eficiência. Sendo que não basta mais ser eficiente, sendo que é preciso estar sempre atualizado em relação às inovações, que surgem numa velocidade nunca vista antes. Assim, nos processos seletivos não basta mais encontrar colaboradores bem qualificados, e sim os que tenham um maior potencial, que sejam flexíveis e proativos.

A idéia de que as pessoas influenciam o funcionamento da organização hoje não é mais posta em dúvida, levando as empresas a saírem de um modelo de centralização e autoritarismo para gestões que envolvem os conceitos de competências e profissionalismo. Atualmente, podemos encontrar no Brasil, empresas nos mais variados níveis de desenvolvimento, e consequentemente uma mescla de modelos administrativos. As corporações burocráticas e hierarquizadas ainda existem, mas vão dando lugar a empresas com poucos níveis hierárquicos e consequentemente mais flexíveis. Este cenário exige que o processo seletivo atual deva estar alinhado com os paradigmas empresariais e com a cultura organizacional, procurando funcionários que possuam comportamentos e atitudes adequadas a missão, a visão e aos objetivos organizacionais.

Como vimos, o processo seletivo evoluiu a medida que foi agregando novas exigências, ao tempo em que a administração passou a considerar que as pessoas que integram a organização não podem ser consideradas apenas como peças de uma engrenagem. De um modelo estritamente operacional, aos poucos foi-se acrescentando novos parâmetros, a medida em que se foi percebendo a importância das relações humanas dentro das empresas. Hoje, quando os profissionais de recursos humanos procuram um novo colaborador eles avaliam muito mais do que seus conhecimentos e habilidades técnicas sendo que a tendência atual é a seleção por competências.

Fonte: CARVALHO, Ieda Maria Vecchioni, Recrutamento e seleção por competências, Rio de Janeiro: Editora FGV, 2008.

Para saber mais sobre recrutamento e seleção de pessoas, veja outros posts:

A importância de um processo seletivo eficiente.

Recrutamento e seleção de pessoas.

Dayse Rodrigues – Consultora em Recursos Humanos

Psicóloga – CRP/12-02390
daysern@gmail.com